Inconformado e furioso. Foi como ficou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ao saber da surpreendente decisão do petista Cabo Patrício de suspender a sessão e adiar a eleição do presidente da Câmara. O deputado Wilson Lima, o homem escolhido por Arruda para o posto, já se dava por eleito. Anunciava até mesmo a apresentação de recurso para suspender o afastamento dos deputados mensaleiros, imposto pela Justiça.
Arruda ligou para seus aliados exigindo a reabertura da sessão e a realização da eleição. O chicote do governador funcionou em parte. Governistas se lançaram em desespero na busca por brechas regimentais para cumprir a determinação.
Cogitou-se até às oito horas da noite em retomar os trabalhos por força de um requerimento com assinaturas da maioria dos deputados. E assim mesmo, na base do tapetão, eleger Wilson Lima.
Foi a vez de a maioria se dobrar à minoria, e ao regimento. Mas, acima de tudo, ao risco de ver uma intervenção real do Judiciário no caos do Legislativo local. A Câmara Legislativa do DF agoniza diante da temerária condução de seus integrantes. Triste espetáculo.











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