O presidente Lula já faz piada das reações ao seu “surto hipertensivo” – principalmente as políticas. Ao telefone, com amigos, já mostra impaciência com a “marcação cerrada” que preparam sobre ele, para evitar novas ocorrências deste tipo. Garante que não é isso que vai “tirá-lo de campo”, muito menos da arena eleitoral.
A agenda do ano político de 2010 está apenas começando. As pressões e dificuldades, ditadas pelo calendário eleitoral, devem ter picos nos meses de abril, junho e, é claro, setembro. Por ora, o próprio presidente havia determinado a instensificação dos eventos de inauguração e visita a obras, com muitas viagens, para garantir visibilidade à sua pré-candidatada, a ministra Dilma. E tende a resistir a uma mudança de planos.
“Assustador” – foi como classificaram alguns auxiliares que ficaram sabendo à distância do que havia se passado. Todos os traumas brasileiros foram ressuscitados, diante do histórico de casos de doenças graves olimpicamente escondidas da população por motivos de conveniência política.
“Aposto como ele teve um infarto e ninguém quer revelar!” – afirma seu Amaro, motorista de taxi, com convicção férrea de quem já viveu o episódio Tancredo.
No governo já se esperava por esta reação, tanto que a primeira medida foi escalar a ministra Dilma Roussef para dar o recado: “a população pode ficar tranqüila porque o presidente está bem. Foi uma pequena crise hipertensiva. O presidente está descansando em casa com Dona Marisa e segunda feira ou até antes vai estar pronto, andando por aí” – disse Dilma, que passou a madrugada no hospital em Recife, juntamente com os ministros Franklin Martins, Alexandre Padilha e com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
O presidente tem fumado demais, viajado demais e se exercitado e dormido de menos. Seu coração aficionado por política se ressente. Mas “o cara” não vai se abalar.











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