Nem só de eventos pré-eleitorais e de popularidade em alta vive o presidente Lula. A agenda pós-recesso de fim de ano, com até cinco dias de viagens nacionais e internacionais por semana e cinco horas de sono por noite, vem afetando a saúde do petista.
Lula voltou a fumar sua tradicional cigarrilha – o que não faz em público - e admite que recuperou peso durante as férias de janeiro. Mesmo antes disso, durante a visita do iraniano Mahmoud Ahmadinejad, contou a um jornalista que estava usando o terno da posse, isto é, que lhe servia quando estava bem mais gordo.
Quando se sentiu mal, com tontura e falta de ar, no Recife, o presidente, que tem bronquite, já lutava contra uma forte gripe, que tratou com nebulizações durante o trajeto.
O quadro gripal, associado aos excessos da agenda e à atual condição física do presidente, teriam causado a crise de hipertensão. Pelo menos essa é a explicação médica. Todo o quadro seria agravado se Lula decolasse para a gélida Davos, na Suíça, que registrou temperatura de sete graus abaixo de zero nesta sexta-feira, quando Lula receberia o prêmio "Estadista do Ano".
Com a pressão arterial já estabilizada, os médicos investigam agora através de exames se a gripe presidencial evoluiu para pneumonia. Por enquanto está mantida a agenda de trabalho de Lula, a ser retomada na segunda em Brasília, assim como a de viagens, que inclui, a partir de quarta, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, para acompanhar obras do PAC e tocar a pré-campanha de Dilma.











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