Para o senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, não há sentido na polarização da disputa eleitoral entre José Serra e Dilma Roussef nas próximas eleições, já que os projetos de ambos seriam "extremamente parecidos". “A diferença é de personalidades. Veja a disputa sobre o Bolsa Família, sobre a política econômica – é [em torno de] quem é inventou. Se fossem propostas radicalmente diferentes, aí sim haveria sentido na polarização”, afirma o senador.
Para Cristovam, Lula resistiu à implantação do Plano Real e depois teve de assimilá-lo, já que o povo comprou a idéia. “Em 98 eu disse que o Lula deveria manter o Malan por 100 dias. Quase fui expulso do PT! Mas ele está mantendo o Malan. O Mantega é uma espécie de genérico do Malan”, declara o senador, comparando o petista ao ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso.
As declarações de Cristovam contrastam com o movimento de aproximação que seu partido faz da aliança que apoiará a candidatura Dilma. Nesta quinta, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, capitaneou mais uma reunião com a ministra, que culminou com declarações de apoio à pré-candidata petista.
O senador não esconde suas preferências por Marina Silva, do PV, como representante de um projeto alternativo ao que ele considera uma falsa polarização. “Dilma e Serra discutem qual é maior taxa de aceleração do crescimento. Como eu acho que esta taxa vai levar a um desastre ecológico e social lá na frente, ao invés da taxa, eu queria um ângulo de dobrada. A Marina oferece [este ângulo]" – afirma o senador. “Ela é a única que apresenta uma proposta de reorientação do modelo de desenvolvimento brasileiro”.











Acompanhe as notícias pelo RSS

