O ministro da Justiça, Tarso Genro, de partida de Brasília, colecionou um impressionante número de polêmicas em sua passagem pelo cargo. Talvez, por isso mesmo se declare ao mesmo tempo “melancólico e aliaviado” ao deixá-lo.
Na despedida, divulga carta na qual recebe o apoio formal de 32 juristas, incluindo Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Cezar Britto, Wadih Damous, que pedem a manutenção dos pontos de vista defendidos por Tarso em questões, em sua maioria, polêmicas, e que lhe custaram grande desgaste político.
A primeira delas é a defesa da punição aos torturadores que agiram durante o regime militar. Neste item, os juristas pedem a "aceleração do processo de reparação (das vítimas), com a preocupação de que se realizem em vida os julgamentos de pedido de anistia de perseguidos políticos, entre os anos de 1946 e 1988, e a revisão dos critérios de valores reparatórios".
A carta também defende a concessão de refúgio ao italiano Cesare Battisti, a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Tarso comandou a pasta da Justiça com o apoio dos setores mais progressistas do Judiciário e da sociedade civil. Ainda assim, não teve vida fácil, como não terá seu sucessor, neste e no próximo governo.











Acompanhe as notícias pelo RSS

