A disputa pelo patrimônio eleitoral do governador cassado e preso José Roberto Arruda começa formalmente nesta segunda-feira. É que o PT definiu no domingo seu pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, que após vencer o deputado federal Geraldo Magela nas prévias no PT, vai concorrer ao cargo, com o apoio do presidente Lula.
A escolha de Queiroz deve resultar na união de forças entre PT, PSB e PDT - todos contra o favorito nas pesquisa, o ex-governador Joaquim Roriz. A chapa do ex-ministro deve trazer Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) como vice e Cristovam Buarque (PDT/DF) como candidato ao senado.
Além de tornar-se alvo prioritário do pelotão de aliados de Agnelo, Roriz terá de enfrentar os investigadores da Polícia Federal e o cerco de procuradores do ministério público, que o consideram uma espécie de mentor original do esquema do mensalão, reproduzido por Arruda. Para alcançá-lo e barrar sua trajetória eleitoral, uma força tarefa se esforça para obter indícios claros, provas ou quem sabe um novo vídeo avassalador, como o que varreu da cadeira de governador o ex-governador Arruda.
Roriz tenta governar o DF pela quinta vez e contaria com mais de 40% das intenções de voto. Embora tenha a maior parte da populosa periferia pobre de Brasília como curral eleitoral, vai precisar driblar problemas nada irrelevantes. O primeiro deles será o reduzido tempo para a propaganda eleitoral na tv. É que o ex-governador, desde setembro de 2009, pertence ao nanico PSC – Partido Socialista Cristão. Roriz deixou o PMDB, que integrou por mais de 20 anos, numa encarniçada disputa com o presidente do partido no DF, Tadeu Filipelli, que lhe negou legenda para candidatar-se ao Palácio do Buriti.
Na ocasião, Roriz acusou a cúpula do PMDB de fazer “um negócio” com o então governador Arruda, seu adversário e desafeto, além de candidato à reeleição, para tirá-lo do caminho do democrata. O episódio da desfiliação de Roriz do PMDB estaria na origem das denúncias contra o governador cassado, que resultaram na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.











Acompanhe as notícias pelo RSS
