Está pronto o roteiro para libertar o governador cassado do DF, José Roberto Arruda, preso em sala especial da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 11 de janeiro, sob a acusação de tentar coagir uma testemunha da Operação Caixa de Pandora. Arruda, que passou o carnaval na cadeia, pode ser favorecido pelo fim da prisão preventiva a tempo de passar a Páscoa em casa.

A Polícia Federal apressa os depoimentos das 42 pessoas relacionadas à investigação, com a orientação de encerrar o trabalho até amanhã. Muitos destes depoimentos não têm apresentado nenhum resultado, já que a maioria dos depoentes tem seguido a estratégia de permanecer em silêncio.

Hoje a PF vai ouvir deputados distritais envolvidos no esquema, um ex-secretário de governo e a ex-mulher de Arruda, Mariane Vincentini. Este último depoimento é motivo de preocupação para o ex-governador, já que Mariane tende a reforçar as acusações contra ele, como já  fez através da imprensa, logo no início do escândalo.

Terminada esta etapa, a Procuradoria Geral da República deve concordar com o fim da prisão preventiva, a tempo de permitir que Arruda saia antes da Páscoa . Os advogados do ex-democrata já bateram três vezes às portas do STJ, argumentando pela libertação. E aguardam s resposta do Tribunal a este terceiro pedido.

O comando da Procuradoria Geral da República tem sido alertado para o inconveniente da manutenção da prisão preventiva, que já cumpriu seu efeito. E também para a fragilidade da condição psicológica de Arruda, cujas consequências são imprevisíveis.

Uma vez suspensa a prisão preventiva, Arruda só troca de clausura: passa a ficar preso em casa. É altamente arriscado para o ex-governador ousar se expor em Brasília e até mesmo fora da capital, tal a celebridade que conquistou com o escândalo.

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