Uma aposta circula hoje pelos gabinetes e salões de Brasília: quanto tempo Arruda levará para resgatar a forma física e política.
Os fotógrafos e cinegrafistas registraram uma insólita cena nesta segunda: um alquebrado Arruda, barbado e mais gordo, apoiado na mulher, caminhando lentamente para o carro que o levaria para sua residência particular, onde ficará efetivamente preso por um longo período, sem qualquer condição de circular em público. Seu olhar baço e sem expressão na foto que figurou na capa deste portal, não lembrasse alguém sob efeito de medicamentos, exprime uma espécie de desprezo pela existência, ou pelo que há de vir.

Ex-governador do DF, José Roberto Arruda, deixa a sede da PF - Foto por Agência Brasil
Tudo isso não impressiona quem conhece Arruda de verdade, a Phênix que ressurgiu do escândalo da violação do painel eletrônico do Senado e se elegeu governador do Distrito Federal.
A aposta coletiva é quando e como Arruda recobrará as forças que o levantaram do primeiro escândalo. Talvez as circunstâncias desta vez não o permitam almejar muito mais. Mas poucos são os que acreditam nisso.
O caminho pela frente é longo, principalmente o jurídico. Mas livre da inelegibilidade – a verdadeira punição da qual foi poupado pela cassação do mandato – Arruda mantém o direito de voltar à vida pública assim que se recuperar do trauma.
É só uma questão de tempo.











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