Os líderes governistas no senado resolveram juntar forças e argumentos para votar os quatro projetos do novo marco regulatório do petróleo até o final de maio. O pacote tramita em regime de urgência constitucional e a idéia dos governistas é suprimir prazos e apreciações de comissões para levar os projetos diretamente ao plenário.

O aspecto mais polêmico da questão é a redistribuição dos royalties e, se depender dos aliados do Planalto, estas regras serão separadas do conjunto de projetos do Pré-sal, para serem apreciadas apenas em 2011, já pelo novo congresso eleito.

O relator no senado do projeto que trata do regime de partilha é o senador Renan Calheiros (PMDB/AL). Após mobilizações e protestos promovidos pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB/RJ), os governistas pretendem rever o texto da emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMSB/RS), que provocaria um prejuízo de R$ 7 bi ao estado.

O governo pretende trazer Cabral para a negociação e minorar os prejuízos do Rio, mas vai insistir em rever os critérios de distribuição dos royalties sobre o petróleo já explorado antes da descoberta do Pré-sal.