Triste e surpreendente foi o desfecho para Ciro Gomes de sua candidatura à presidência. O deputado obteve o apoio de apenas 7 dos 27 diretórios estaduais do partido. Na Executiva foi ainda pior: apenas dois integrantes defenderam a manutenção de sua candidatura.

Na tarde desta terça feira, os pessebistas levaram mais de três horas juntando as palavras certas para compor uma nota oficial que ao mesmo tempo dispensasse sua candidatura e enaltecesse o deputado, que - reconhece o partido - colaborou para o fortalecimento da legenda. E é em nome deste mesmo fortalecimento que o PSB agora o abandona falando sozinho nos quinze minutos do primeiro tempo.

O presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, calcula que o partido, no rastro do governismo e do lulismo, será capaz de eleger o dobro de deputados, e se entusiasma: a legenda apresentará candidatos ao senado em 6 estados e ao governo em 11, inclusive no Ceará, onde o irmão de Ciro, Cid Gomes, é candidato à reeleição.

No entanto, o PSB impingiu uma derrota humilhante ao seu mais importante líder, ofereceu sua principal estrela ao sacrifício em nome do projeto partidário de ganhar corpo e, consequentemente, poder. Apostou alto, mas entregou  um pedaço da alma.