Ainda é tempo de curar feridas causadas pela drástica e fulminante eliminação da candidatura Ciro. Mas quando for a hora, dizem líderes do PSB, o gesto para reintegrá-lo às hostes governistas caberá a pré-candidata petista. “Ela é condutora de todo esse processo” , afirma o senador Renato Casagrande (PSB/ES), que trabalhou pela candidatura de Ciro até o último momento. “A partir da hora que o PSB deve percorrer o ritual até a declaração de apoio a Dilma, mas um gesto dela facilita na relação com o deputado Ciro Gomes. É importante que aconteça. O presidente Lula também tem um papel importante nisso” – completa o senador.

O PSB teme mais o risco de Ciro seguir atacando a aliança PT-PMDB do que uma aproximação dele com adversários tucanos.  “O Ciro é uma pessoa muito responsável. Ele  tem claro na cabeça o que é bom para o Brasil e o que não é” – diz Casagrande, para quem é preciso esperar:  “Ciro precisará de um tempo para maturar uma posição, mas mesmo no calor da decisão ele tem declarado que seguirá a orientação partidária".

Nem Serra, nem Dilma – segundo avaliação do ex-líder do PSB no senado, quem vai imediatamente faturar com a saída de Ciro Gomes da disputa será a pré-candidata do PV, Marina Silva. “Agora ela será receptora de votos de quem quer a terceira via. Acho que Marina se fortalece com a saída do Ciro” – afirma Casagrande.