Foi no mínimo curiosa a reação de líderes oposicionistas do PSDB à escolha de Lula para figurar na lista organizada pela revista americana Time como um dos 25 líderes mais influentes do mundo. Como Lula figurou “por motivos editoriais”, segundo a revista, no topo da lista, os tucanos primeiro reagiram à ideia de que o presidente brasileiro fosse o número um, entre os mais influentes.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, inicialmente chegou a cumprimentar Lula: “É bom para o Brasil que ele seja reconhecido desta maneira. E é algo que não temos porque não comemorar. Muito bem, presidente!”, disse o senador. E até mesmo reconheceu a liderança de Lula: “temos certeza de que o presidente Lula é alguém que tem liderança, que se impõe como líder aqui no Brasil e fora dele”, disse Guerra, que em seguida fez uma ressalva: “mas não temos necessariamente de concordar com muitas coisas que ele faz aqui e outras que faz lá fora. São coisas diferentes.”

O pré-candidato José Serra também foi ao Twitter para registrar um cumprimento a Lula, antes mesmo da maioria dos aliados petistas do primeiro time. “Parabéns ao presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil”, registrou inicialmente o tucano. Ao saber que a lista não representava um ranking, manteve o elogio: “bom do mesmo jeito para o Brasil”, insistiu Serra.

Quem destoou do tom ensaiadamente civilizado da cúpula tucana foi o senador Artur Virgílio, líder do PSDB no Senado. Inicialmente, reagiu com descrença: “deve ser uma demonstração de simpatia pelo Brasil, pela origem do presidente, pelo seu passado tão bonito, enfim...” Para, em seguida, completar, em outro tom: “eu sou diplomata de carreira e não estou aqui para oba-oba, não faço parte de claque, de bateção de palma, não sou cabo eleitoral. Sei o que estou falando. Líder influente é o que mexe com o balance of power”. E emendou: “aproveito para dizer que a política externa está totalmente equivocada.”

(Colaborou: TACIANA COLLET, TV Record)