Causou forte stress na cúpula dos Democratas a declaração de Durval Barbosa, o homem-bomba que mandou para o espaço o ex-governador Arruda, do DF, relacionando o presidente do partido, o deputado Rodrigo Maia (RJ), com o esquema de farta distribuição de dinheiro a políticos, descoberto pela Operação Caixa de Pandora.
Numa conversa, durante uma festa em Brasília, Durval Barbosa declarou, segundo informa o jornal O Estado de São Paulo, que: “o acerto do Robrigo era direto com o Arruda”. A afirmação reverberou na campanha tucana, que tem no democrata uma espécie de ícone jovem. Maia foi o autor do mais duro discurso contra o governo Lula, o PT e Dilma Rousseff, durante o lançamento da pré-candidatura de José Serra, em Brasília. O DEM até utilizou trechos de seu discurso no programa político do partido, no esforço para construir uma nova cara para a legenda.
A reação cuidadosamente arquitetada pela cúpula do DEM à afirmação de Barbosa incluiu evitar que o próprio Rodrigo Maia viesse a público respondê-la. Ficou acertado divulgar uma nota dura, desqualificando Durval Barbosa, que só não foi chamado de “bandido” – embora tenha sido esta a palavra preferida pelos democratas para classificá-lo.
A nota foi assinada pelos comandantes-seniors dos Democratas: os líderes Agripino Maia, do Senado, e Paulo Bornhausen, da Câmara, e os ex-presidentes Marco Maciel e Jorge Bornhausen. Foi o que se pode arranjar, já que se trata de uma legenda em extinção. Declaram “inabalável confiança” no presidente do partido e repudiam as afirmações “irresponsáveis” do “réu confesso” Durval Barbosa.
A expectativa é que o assunto morra aqui, sem maiores desdobramentos. O corregedor da Câmara, deputado ACM Neto, também democrata, não vê razão para tomar qualquer atitude: “trata-se de uma acusação infundada e sem prova”, diz o corregedor. Mas o estrago já foi feito.











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