A pré-candidata petista Dilma Rousseff tem hoje um compromisso, digamos, hollywoodiano. Ela aceitou o pedido do diretor de cinema Oliver Stone, e deve se encontrar com o americano esta manhã, em Brasília. Stone parece pretender especializar-se em políticos sul-americanos e vê em Dilma mais um personagem em potencial. E pretende conhecer pessoalmente o “fenômeno feminino” que pode suceder Lula.

 Dilma encontra hoje cineasta americano Oliver Stone

Foto por Divulgação

Diretor dos geniais Platoon e Nascido a Quatro de Julho, Oliver Stone está no Brasil para promover o lançamento aqui de seu documentário sobre Hugo Chávez, presidente da Venezuela. O filme “South of the Border” (Ao Sul da Fronteira) exalta Chávez como “grande fenômeno”. Para seu diretor, o venezuelano é  “um soldado que fala com o coração", segundo declarou na  estreia do documentário neste fim de semana  em Caracas.

O diretor explica porque não entrevistou nenhum opositor a Chávez no documentário. É que fatos contrários ao venezuelano são amplamente divulgados nos Estados Unidos – “mil e uma vezes”, afirma. "Chávez representa um movimento em uma região que busca a mudança, busca sair da pobreza e vai contra o fato de os Estados Unidos serem o dono de todos os interesses e recursos", declara Stone, segundo agência de notícias italiana Ansa.

Lula é um dos entrevistados de Stone no filme, ao lado de Rafael Correa (Equador), Raúl Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina) e Fernando Lugo (Paraguai).

Está no script do encontro  com Dilma: o cineasta convidará a pré-candidata para a estréia do filme no Brasil. A petista agradecerá entusiasmadamente, mas submeterá o convite aos organizadores de sua agenda. E dificilmente comparecerá.