A corrida de obstáculos do processo eleitoral passará esta semana por uma etapa importante: a das convenções partidárias nacionais – instâncias máximas de decisão das legendas, que têm o poder de escolher seu representante para disputar a eleição presidencial. De quinta a domingo, PV, PSDB, PMDB, PDT e PT cumprem esta etapa da corrida, que é considerada uma espécie de largada informal da disputa, embora oficialmente a campanha só possa começar em 5 de julho.

Petistas querem aclamação - O PT fará sua convenção nacional no domingo (13/06), em Brasília, sob a coordenação do publicitário da campanha, João Santana. Como a candidatura de Dilma Rousseff a esta altura já é consenso o evento deve se transformar numa grande festa para aclamar a ex-ministra. A presença do presidente Lula deve ajudar a turbinar a festa.

Dilma chega para o encontro nacional do PT depois de passar, no sábado, pelas convenções do PDT e do PMDB, onde colherá a adesão formal dos dois partidos. O PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, segue na aliança governista, o que será confirmado em convenção nacional, no sábado, em São Paulo. De lá, a Dilma voa de volta a Brasília para alcançar o encerramento da convenção do PMDB, que reúne seus 569 delegados para chancelar a indicação de Michel Temer para vice de Dilma Rousseff.

PSDB desloca eixo para a Bahia - Também no sábado, o PSDB lança oficialmente José Serra à Presidência. A convenção nacional tucana será em Salvador, na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste. A simbologia do gesto, segundo os organizadores da convenção, pretende expressar que o candidato não é apenas um nome do sudeste, mas de todo o Brasil.

Os tucanos esperam liquidar a fatura em poucas horas – marcaram para começar às 9h e terminar às 14h -, mas reservaram espaço para 6 mil pessoas. Os anfitriões regionais, como os tucanos Jutahy Magalhães, Antônio Imbassahy, e democratas, como Paulo Souto e Antônio Carlos Magalhães Neto, se desdobram para promover a melhor recepção possível ao tucanato.

O script do encontro ainda não está fechado no que diz respeito aos discursos. Por enquanto, é consenso que devem se pronunciar os presidentes do PSDB, do DEM e do PPS - Sérgio Guerra, Rodrigo Maia, e Roberto Freire, respectivamente -, Aécio Neves, em nome dos governadores, e finalmente o candidato José Serra. O ex-presidente Fernando Henrique não comparecerá à convenção porque estará em Madrid, na Espanha.

Marina trocará núcleo duro - Nesta quinta-feira, o PV faz sua convenção nacional em Brasília para lançar Marina Silva candidata a presidente e Guilherme Leal a vice. O evento está previsto para durar o dia todo, e a oficialização da chapa deverá ocorrer depois das 15h.

Marina Silva  enfrenta mudanças no núcleo duro de sua campanha. O coordenador executivo nacional Alfredo Sirkis deixa o posto para trabalhar pela própria canditatura a deputado federal pelo Rio de Janeiro. No seu lugar deve assumir João Paulo Capobianco, homem da estreita confiança da candidata e ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente durante da gestão de Marina.

A convenção do PV enfrentará as sequelas que remanesceram da política de aliaças promovida por Sirkis, que buscou o apoio do DEM e do PSDB, que não é consenso entre os verdes.

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