O gigante PMDB deve reunir no sábado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 9h da manhã, 569 convencionais, com direito a 804 votos (alguns têm direito a mais de um voto). O encontro tem como único item em pauta: “aprovar o nome do Deputado Federal Michel Temer como candidato à Vice-Presidência da República na Eleição Nacional de 2010, na coligação do PMDB com o PT - Partido dos Trabalhadores”, conforme o edital de convocação. O grupo de apoiadores de Temer espera “união nunca vista” em torno do nome do presidente da Câmara.

A candidatura alternativa de Roberto Requião à Presidência dificilmente resistirá à reunião da Executiva do partido, que deve ocorrer até a quinta-feira, para julgar se submete o nome do ex-governador do Paraná aos convencionais. “Requião está é fazendo marola. Todos sabem que ele é candidato ao senado – e, por sinal,  bem colocado nas pesquisas de intenção de voto” – comenta um líder do PMDB.

As alas dissidentes de pemedebistas minguaram consideravelmente depois do alinhamento de Temer aos governistas do partido, o que ampliou o poder da corrente hegemônica na legenda.  Caciques da ala oposicionista, como Orestes Quércia, Jarbas Vasconcelos, Luís Henrique, Pedro Simon e o próprio Requião, acabaram isolados diante do adesismo no partido.

Ainda assim, já é tradição a guerra de recursos judiciais para interromper ou anular a convenção e de liminares, para resgatar sua realização. Dentre as convenções partidárias, a do PMDB é a única que promete alguma dose de emoção e imprevisibilidade.

Quércia não deve comparecer à convenção e comandará o boicote de seus seguidores. Neste caso, eles serão substituídos por suplentes. Dentre os dissidentes, pelo menos Pedro Simon deve comparecer à convenção.

Os colaboradores de Temer calculam que ele terá apoio amplamente majoritário dos convencionais. E preparam uma cédula bastante simples para a votação que formalizará a indicação do deputado para vice na chapa de Dilma Rousseff. Os convencionais terão de assinalar “sim” ou “não” para esta hipótese.

Após a apuração, em caso de vitória de Temer, Dilma Rousseff será convidada a participar de um ato político em favor da aliança. A petista discursará pela primeira vez para os pemedebistas, consolidando a união entre os dois partidos, pelo menos no plano federal.

No dia seguinte, na convenção do PT, será a vez dos petistas retribuírem o gesto. Com a aclamação de Dilma candidata à Presidência, Temer será chamado a integrar a festa, agora na condição de vice na chapa PT-PMDB.

(Com informações de CLÁUDIA GONÇALVES, TV Record)

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