A pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, chamou os adversários para a briga num jogo onde ela domina o campo e a bola: meio-ambiente. As mudanças propostas pelo relator do novo Código Florestal, na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP), segundo Marina, simplesmente anulam as conquistas alcançadas nos últimos vinte anos e tornarão impossível o cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, inclusive na questão climática.

"Ninguém que queira governar o Brasil pode ficar omisso ou conivente com esse tipo de retrocesso”, desafia Marina, para quem há os que pretendem praticar um “discurso fácil para agradar bases retrógradas”.

Segundo  Marina, para barrar os prejuízos para o meio-ambiente ensejados pela mudança no Código Florestal será necessária uma mobilização popular semelhante à que garantiu rapidez recorde na aprovação do projeto Ficha Limpa, que restringe candidaturas de quem tem pendências judiciais.

A ex-ministra cita números para reforçar seus argumentos. Para ela, o relator está "anistiando" os responsáveis pela devastação de 40 milhões de hectares de florestas e cerrado. E as mudanças no Código Florestal, se consumadas, inviabilizariam o compromisso brasileiro de redução de emissão de CO2, firmado na última conferência do clima. “Copenhagen passará a ser apenas uma espécie de farsa” – reforça Marina.

E apela aos adversários presidenciáveis: “que eles se manifestem em atitudes para mudar esse relatório, que procurem seus aliados no Congresso. A prática é que vai provar [a posição deles]”, declara.

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