A decisão do TSE na noite desta quinta-feira foi a melhor notícia do processo eleitoral até aqui. Embora ainda restem dúvidas quanto à abrangência da lei batizada de Ficha Limpa, a expectativa é de que sua aplicação resulte numa faxina inédita no ambiente eleitoral.

Segundo cálculos do senador Demóstenes Torres (DEM/GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a limpeza pode varrer até 20% das candidaturas. A medida saneadora livra o eleitor de riscos e funciona como remédio profilático no tratamento da falta de ética na política.

De acordo com a lei Ficha Limpa, ficam impedidas de se candidatar pessoas que tenham sido condenadas por decisão de um grupo de juízes, mesmo que não tenha ocorrido o trânsito em julgado – isto é, a determinação final da justiça. O Senado amenizou o rigor do projeto que veio da Câmara, ao estabelecer a possibilidade de recurso suspensivo e ao alterar o tempo verbal de alguns artigos, sob o argumento de que estaria apenas adequando o texto, com emendas de redação. O TSE ainda terá de dirimir as dúvidas provocadas por estas mudanças.