A candidata pelo PV à presidência da República, Marina Silva, surpreendeu a plateia de ambientalistas, negros, índios, artistas deficientes físicos e representantes de minorias que compareceram à convenção do partido, ao render homenagem e em seguida criticar FHC e Lula.

Quando já terminava o discurso, Marina anunciou que gostaria de homenagear um importante político, que conquistou a estabilidade econômica a partir do Real. Ao nominar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a plateia aplaudiu.

Marina também  citou Lula, elencando como sua maior conquista a inclusão social e econômica de 25 milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha da pobreza.  “Porque sou de outra coligação, eu não preciso negar este feito do operário Luís Ignácio Lula da Silva”, discursou.

A candidata agradece ter feito parte do governo, mas faz questão de deixar claro que mantinha certa independência: “nunca fiz o discurso falso de dizer ao presidente ‘sim senhor, sim senhor, sim senhor’, quando eu achava que (alguma decisão) prejudicava os interesses estratégicos do país”.

Marina Silva ataca a ideia de transformar a eleição num plebiscito para julgar se o governo Lula foi melhor que o de FHC – noção que a exclui da disputa. “Hoje temos um Brasil que não precisa olvidar suas conquistas, mas também não precisa fazer apologia cega, esquecendo que ainda temos muitos erros a serem corrigidos”, declarou, para concluir, mais adiante, exaltada: “não vamos aceitar o veredito do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo”.

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