Logo mais às quatro da tarde a Executiva do PMDB se reúne para decidir o que fazer com o rebelde Roberto Requião. O ex-governador do Paraná pretende que o partido aceite sua candidatura à Presidência, na contramão dos planos da cúpula da legenda, que se prepara para homologar em convenção neste sábado a aliança entre PMDB e PT, com Michel Temer como vice na chapa de Dilma Rousseff.

 A cúpula governista do PMDB discute neste momento qual a solução de menor estrago político: brecar de cara a candidatura de Requião, lançando mão de algum item do regimento do partido; levá-la a voto na convenção, ou ainda manter a pauta do encontro, levando-a a voto. O único item de pauta da convenção é indicação de Temer para vice na chapa petista. Uma vez aprovado, restaria prejudicado o pleito de Requião.

 O ex-governador não economiza ironia ao tratar da questão. Chegou a declarar que se Temer gosta tanto da função, pode ser vice em sua chapa. A declaração foi encarada como piada que não merece resposta. O caso não chega a tirar o sono dos governistas – cuja maioria no partido permite tranquilamente passar o rolo compressor sobre os dissidentes. Mas manda a boa norma das relações partidárias que se faça o mínimo estrago possível.

A cúpula pemedebista pretende ainda evitar a maratona de ações e recursos na justiça que marca toda convenção do partido, mas está preparada para enfrentá-la, caso seja inevitável.