“A prioridade é eleger Dilma, é com ela que o PT crescerá” – diz o ministros das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, na chegada para a convenção que acontece neste momento para aclamar a ex-ministra candidata à Presidência. O projeto-Dilma tem significado até aqui o sacrifício de estrelas petistas, como Fernando Pimentel e Aloísio Mercadante – que tiveram de assumir um roteiro político indesejado.
Para garantir à ex-ministra as alianças que a levarão a ter o apoio do maior leque de partidos entre os candidatos, além do maior tempo de tv, valeu reduzir pela metade as potenciais candidaturas petistas, inclusive a governos estaduais. O partido, que em média lança pelo menos 20 concorrentes a estes cargos, desta vez sairá com pouco mais que a metade: apenas 11. Os defensores desta estratégia garantem que ela se justifica em nome do projeto federal: “vamos eleger desta vez a maior bancada federal na Câmara e no Senado que o partido já teve”, declara Padilha.
Para o comando da campanha petista, o tempo de televisão garantirá dianteira imbatível à candidata. O cálculo ainda não está fechado, já que o processo de adesão à aliança PT-PMDB está em pleno andamento. Mas já se sabe que Dilma ampla vantagem neste quesito, considerado fundamental. “Vamos ter o dobro do tempo de TV de outras campanhas”, comemora Mercadante, que completa: “o Brasil que o povo não vê, agora vai ver na tv. Esse vai ser o diferencial”.











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