Toda a vez que o candidato tucano, José Serra, centraliza uma decisão e estica a corda ao máximo, retardando-a, o fenômeno se repete: aliados ficam a beira de um ataque de nervos, começam a trombar entre si e a dar declarações desencontradas. Se antes os tucanos repetiam Serra e diziam que não havia pressa para a escolha do vice, agora estão em contagem regressiva, e com os Democratas no encalço, e cobrando decisão célere.

"Se não é Aécio, tem de ser um democrata" – adverte o presidente do DEM, Rodrigo Maia (DEM/RJ), que nega estar fazendo pressão ou ameaça. O partido tem convenção marcada para o dia 30, e espera que o PSDB escolha o nome entre seus quadros o quanto antes. Até porque pretende aprovar o nome do vice na convenção.

Quem fará a escolha será o próprio Serra, segundo afirmam os tucanos. E é aí que reside o problema. O candidato corteja o PP, cujo tempo na televisão está valendo ouro, para acrescentar um pouco mais de visibilidade à mensagem da oposição.

A demora de Serra em se decidir já começa a azedar os humores dos democratas, e só não entornou o caldo até agora porque o DEM – partido em franco processo de extinção - depende da vitória do tucano para alcançar alguma sobrevida política.

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