A candidata petista à Presidência testa hoje, durante convenção do PMDB da Bahia, a viabilidade do chamado “palanque duplo”, nestas eleições. Dilma Rousseff participa esta manhã em Salvador da convenção dos peemedebistas baianos, que indicará o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Viera Lima, candidato ao governo do Estado. Geddel tem como adversário o governador petista, candidato à reeleição, Jacques Wagner.

Dilma precisará manter-se num delicado equilíbrio: manifestar apoio a seu antigo colega de governo, com quem teve estreita convivência, ambos como gestores de obras do PAC, e ao mesmo tempo não melindrar o governador petista, também ex-colega de ministério e homem de excelentes relações com Lula. Para complicar, durante a pré-campanha, Geddel e Wagner tornaram-se adversários figadais, inviabilizando qualquer chance de acordo na campanha.

A situação só não é mais embaraçosa para Dilma, porque o pemedebista está em franca desvantagem nas preferências de voto – índice que, com dificuldade, margeia os dois dígitos. Ainda assim, a correligionários, Geddel sustenta que vai vencer a eleição na Bahia e manter o conhecido tom combativo.

A dificuldade para Dilma Rousseff estará colocada se, no discurso de lançamento da candidatura, o candidato e seus apoiadores partirem para o ataque contra o adversário petista, deixando a ex-ministra numa saia ainda mais justa. Não por acaso, lá estará também o presidente do PMDB, Michel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, para lembrar a todos a importância do projeto federal, cujo sucesso aproximará como nunca o partido do poder.

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