O pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, reuniu hoje 9 partidos para reafirmar sua disposição de concorrer, apesar da perspectiva de impugnação pela Justiça Eleitoral, com base na aplicação da Lei da Ficha Limpa. Durante o encontro, representantes locais dos Democratas e do PSDB pediram prazo até esta quarta-feira para confirmar a aliança com Roriz, que é do PSC. As duas legendas afirmam que precisam consultar as respectivas executivas nacionais sobre o apoio formal ao ex-governador.

Como Roriz renunciou ao mandato de senador pelo PMDB em 2007 para evitar a cassação, sua candidatura pode ser barrada se a Justiça Eleitoral compreender que seu caso se encaixa nas restrições da Ficha Limpa. A lei prevê que, nestes casos, o político ficará inelegível por 8 anos, a partir da data de conclusão do mandato a que renunciou.

O ex-governador, candidato favorito à sucessão no DF, garante que a convenção de seu partido, o PSC, está mantida para domingo, e que homologará sua candidatura, tendo como vice na chapa o deputado federal Jofran Frejat (PR/DF).

Compareceram à reunião promovida por Roriz hoje, além de DEM e PSDB e do PR, os nanicos: PSC, PMN, PSDC, PRTB, PTdoB, PTS. As pequenas legendas e o PR mantêm apoio ao governador, o que lhe garantiria até 5 minutos na propaganda eleitoral na TV.

Através da assessoria, Roriz informa que pretende recorrer de qualquer tentativa de barrá-lo antes da consulta às urnas. “Se for preciso, vamos ao Supremo” – afirma seu assessor, Paulo Fona. Os advogados do ex-governador já preparam parecer pela manutenção da candidatura. Argumentam que o TSE não apreciou este aspecto específico da lei e que quando Roriz renunciou havia “segurança jurídica” para fazê-lo.

Histórico - Em 2007, Roriz, na época senador pelo PMDB, enfrentou a acusação de quebra de decoro parlamentar, protocolada pelo PSOL, depois que se tornou público o conteúdo de um grampo telefônico feito pela Polícia Civil do DF durante a Operação Aquarela. Na gravação, o ex-senador aparece negociando a partilha de R$2,2 milhões com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A divisão do bolo seria feita no escritório de Nenê Constantino, empresário da Gol.

Após a renúncia, o mandato de Roriz foi assumido por Gim Argelo (PTB/DF).

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