A decisão do TSE de determinar a aplicação ampla e imediata da lei da Ficha Limpa alastrou o nervosismo entre os políticos e está provocando uma verdadeira corrida a seus advogados. Só agora muitos começam a perceber que ameaças, antes consideradas improváveis, acabam de se materializar. Até deputados federais que renunciaram para não enfrentar a cassação no escândalo do mensalão, mesmo depois reconquistarem um novo mandato nas urnas, podem ser impedidos de se candidatar.

Ao validar a “conduta pregressa” do candidato, o TSE confirmou a lei da Ficha Limpa, inclusive no ponto em que o texto estabelece prazo de inelegibilidade de 8 anos para quem renunciou para evitar a cassação. O período de expurgo das urnas passa a contar a partir do fim do mandato a que se renunciou. Assim, o deputado Paulo Rocha (PT/PA), que renunciou em 2005, agora está inelegível até 2014 – já que seu mandato terminaria em 2006. Embora tenha voltado à Câmara e esteja cumprindo novo mandato desde 2007, provavelmente enfrentará a barreira da Ficha Limpa.

Entre os políticos célebres, seja pelo desempenho, seja pela má fama, estão na fila da guilhotina da Ficha Limpa, só para ficar nos mais notórios: o deputado federal Paulo Maluf, os ex-governadores Garotinho e Rosinha Matheus, o ex-governador do DF Joaquim Roriz, os governadores cassados, Cássio Cunha Lima, da Paraíba, Jacson Lago, do Maranhão, Marcelo Miranda, do Tocantins, além de uma longa lista de prefeitos e parlamentares.

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