O PSDB completou nesta quinta 22 anos de fundação sem grandes festas, mas com um esforço de resgate da imagem de seu presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso. Artigo publicado na página eletrônica do partido destaca declaração do ex-presidente:  “foram 22 anos de mudanças no Brasil e nos estados governados por nós. Mudanças na economia, sempre a favor do povo mais pobre e de uma economia mais dinâmica”. FHC faz questão de sublinhar a diferença, segundo ele, “de estilo” das gestões tucanas: “acima de tudo, consolidando as instituições democráticas e mantendo um estilo sóbrio de governar, sem leniência com a corrupção”.

As comemorações do aniversário, no entanto, perderam o brilho depois do resultado da última pesquisa de intenções de voto indicando a queda do candidato José Serra. O momento é de dificuldades no partido até mesmo para a escolha do vice na chapa do ex-governador.

Como exemplos do “legado” do PSDB, os tucanos citam a implantação do Plano Real, a criação e implementação da Lei de Responsabilidade Fiscal – que prevê prisão para gestores públicos que contraírem dívidas e gastarem em excesso –, e a implantação dos medicamentos genéricos – uma das principais marcas da passagem de Serra pelo Ministério da Saúde.

Destacam também os números do partido para reforçar sua representatividade. O PSDB tem hoje 6 governadores (São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas e Roraima); 800 prefeitos, 59 deputados federais, 14 senadores, 137 deputados estaduais, 6 mil vereadores.  Após a derrota dos tucanos para os petistas em 2002, na oposição a Lula, a legenda, no entanto, encolheu e tornou-se a terceira força política nacional, atrás de PMDB e PT.

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