Enquanto a maior parte dos brasileiros acompanhava, eletrizada, a partida entre Brasil e Chile, políticos dividiam a atenção entre os lances do jogo e o teclado do blackbarry – a maioria para fazer piada de humor, no mínimo, duvidoso.

“Vai Brasil!!! Vamos dar de 15 x 0. Só prá lembrar o número do PMDB!!!!” – publicou o líder do partido na Câmara, Henrique Alves (RN), já no primeiro tempo.

“Com o delay+gritaria dos vizinhos a única dúvida era saber se o gol seria do Ramirez ou do Robinho” – reclamou o ministro Alexandre Padilha, das relações Institucionais, que assistia à partida com alguns segundos de atraso pelo sistema digital. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, um dos mais aguerridos torcedores pelo twitter, também enfrentou o mesmo problema: “há um delay imenso com o bar da frente. A gritaria tira a surpresa. Paciência!” - digitou.

O senador Álvaro Dias deu uma pausa nas articulações pela confirmação de seu nome na chapa como vice de Serra para atacar de comentarista de futebol: “o Chile não oferece resistência, mas houve evolução do Brasil em relação do jogo com Portugal. Terá que jogar mais contra a Holanda” – publicou, já no segundo tempo da partida. Animado, o potencial vice tucano já está torcendo contra a Argentina: “posso estar enganado, mas ouso: estou pressentindo que a Alemanha vai despachar a Argentina até com certa facilidade e o Maradona não ficará nu.”

Para grande decepção dos jornalistas e democratas, Roberto Jefferson declinou de fazer comentários futebolísticos ou revelações bombásticas durante a partida. Guardou silêncio obsequioso. Quase igual ao do pemedebista Michel Temer, que está acima destas coisas. O candidato a vice de Dilma marcou seu vôo de São Paulo para Brasília exatamente para as 15h30 desta tarde, quando o Brasil entrava em campo para uma decisão quase de vida ou morte. Dizem que ele anda mesmo nas nuvens...

(Colaborou: TACIANA COLLET, TV Record)

Veja mais:

+ Veja as principais notícias do dia
+ Todos os blogs do R7