O deputado Índio da Costa, 39 anos, foi modesto. Admitiu no seu breve discurso,  proferido há pouco na convenção do DEM, que foi pego completamente de surpresa pela indicação para a vaga de vice na chapa de José Serra. E foi enfático no agradecimento aos padrinhos César e Rodrigo Maia: “muito, muito, muito obrigado!”, declarou, ao mencioná-los ao final da fala.

A vinculação com esta ala do DEM vai na direção contrária daquela que Serra originalmente desejava, mas foi o desdobramento inevitável de uma articulação que fugiu ao controle da cúpula tucana a partir da revelação de Roberto Jefferson (PTB/RJ) em seu twitter, de que Álvaro Dias havia sido escolhido, à revelia dos democratas.

Ao ser anunciado, Índio da Costa agregou uma vantagem inesperada à chapa: mostrou que agrada a certo eleitorado feminino. Ao vê-lo pela primeira vez, uma militante do DEM do DF, gritou, do fundo do auditório: “é lindo!”, arrancando risos da platéia e do próprio deputado.

Segundo Costa, a aliança PSDB-DEM “é para dizer `não` ao que aí esta”. Para ilustrar seu breve discurso de oposição, mencionou o “inchaço do Estado e os maus tratos ao funcionalismo”. E mais não disse, a não ser novos agradecimentos aos padrinhos cariocas e aos demais membros da cúpula do DEM.

Assim, está firmada a união entre Serra e Índio – fim da novela que começou com Aécio Neves como potencial vice.

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