Neste momento, no auditório do Hotel Gran Bittar, em Brasília, nem sinal dos Democratas. A convenção nacional do partido, marcada para as nove horas da manhã e depois antecipada para as oito, agora não tem hora para começar. Os principais líderes do partido, que atravessaram a madrugada em negociações em torno da escolha do vice de Serra, embarcaram para São Paulo, deixando às moscas o cenário da convenção.
A indefinição é tamanha que o ambiente do encontro sequer traz a foto do candidato tucano, José Serra – um sinal claro de que a ameaça da cúpula de desfazer a aliança com os tucanos foi levada a sério. Apenas fotógrafos, poucos jornalistas e assessores estão no local.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), teria declarado que até às 23h59minutos de hoje haverá convenção e definição política para o DEM – numa referência ao prazo legal para a realização de convenções, que encerra hoje.
A notícia de que o senador Osmar Dias (PDT/PR) está disposto a sair candidato ao governo do Paraná, abrindo palanque para Dilma Rousseff no estado, fragilizou a manutenção de Álvaro Dias no posto de vice. Esta madrugada surgiram notícias de que os tucanos desistiriam de mantê-lo na chapa.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi chamado a entrar nas negociações e teria recomendado à cúpula do PSDB a revisão da escolha de Álvaro Dias.
Em Brasília, a bolsa de apostas em torno do nome que sairá necessariamente hoje inclui todos os tipos de perfis: do improvável e imprevisível senador Mão Santa, do PSC – partido que, aliás, anuncia hoje adesão a Dilma Rousseff -, ao discreto e sempre lembrada para qualquer posto, Pimenta da Veiga. Mas ainda não há sinal de fumaça branca no ninho tucano.
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