O senado que se prepare, porque, se o democrata César Maia for eleito para integrar a chamada câmara alta, nada será como antes. A plataforma do candidato ultrapassa as fronteiras nacionais, apontando na direção da Venezuela, que ele pretende ver fora do Mercosul, nem que para isso seja preciso reverter a adesão junto ao Supremo Tribunal Federal. Aliás, Hugo Chávez vai tremer nas bases, pois o ex-prefeito do Rio declara que será um “opositor contundente” dos interesses bolivarianos e lembra que, para isso, tem “sangue paraibano”.

Outra bandeira de sucesso improvável erguida pelo candidato é a de acabar com as medidas provisórias. “A MP é pior do que o Decreto-Lei da ditadura militar, que, se aplicado hoje, teria decurso de prazo. A MP não tem” - afirma, em entrevista ao portal dos Democratas. E ameaça enfrentar até mesmo o aliado José Serra se, uma vez eleito presidente, o tucano lançar mão do instrumento, considerado fundamental pelo Executivo, e se opuser à sua extinção. “E daí?Política é isso. Política é conflito”, justifica.

César Maia nega que tenha indicado o vice de Serra,  Índio da Costa. “Não tenho nada a ver com isso”, declara. Mas considera quem o deputado, no entanto, garantirá mais “mobilidade” ao tucano que Temer a Dilma, em função dos compromissos políticos do peemedebista.

O ex-prefeito nega que pretenda assumir um ministério num eventual governo Serra: “eu não penso nisso, só em defender as prerrogativas do Senado”. Para resgatá-las, o candidato prevê até reduzir os poderes do Ministério da Fazenda, que, ao seu ver, está invadindo as atribuições da Casa.  “Quero ver o dia em que os estados forem ao Senado, e os senadores aprovarem algum empréstimo. Quero ver o que vai fazer a Fazenda. Desconstituir o Senado? Eles vão ao Supremo, e quando chegarem vão ouvir: ‘ É competência do Senado’. E aí o Ministério da Fazenda perde o poder que tem. Tomara que os senadores façam isso”, diz César Maia.

Veja mais:

+ Veja as principais notícias do dia
+ Todos os blogs do R7