A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, encontrou uma maneira de driblar os poucos recursos de sua campanha e simultaneamente criar uma espécie de “rede de apoio popular” à sua campanha. Qualquer residência particular de um eleitor pode virar um comitê de campanha da candidata. Os locais estão sendo batizados de “Casas de Marina”, e as condições para montá-las estão nos sites de apoio à candidata.

Nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, Marina inaugurou mais uma destas unidades. A casa do porteiro Filipe Thales, de 27 anos, no bairro da Lagoinha, virou um comitê voluntário da candidata verde, que deu entrevista sentada ao lado do cachorro da família, que estava no colo da dona de casa. “Ele é um ótimo farejador de votos”, brincou Marina. A partir de hoje, o local pode sediar pequenas reuniões e se tornar uma central de distribuição de material de campanha.

Marina Silva repete o lema, que inaugurou no lançamento de sua campanha: “não custa caro um palanque no coração das pessoas”. A previsão de gastos do comitê de campanha da ex-ministra, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, fixou teto de R$ 90 milhões - metade do previsto pelo tucano José Serra, por exemplo, mas ainda bem acima do inicialmente ventilado por aliados da candidata.

O esforço pela criação de uma rede de militantes inclui a realização de eventos simultâneos em diversos pontos do país. Para este sábado, o Movimento Marina, cujo órgão de mobilização é um site na internet com o mesmo nome,  está convocando concentrações em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

A candidatura é a que mais mobiliza os jovens e até as crianças, segundo pesquisas de intenção de voto. Os coordenadores da campanha, atentos a este trunfo de Marina, procuram capitalizar a atuação destes cabos eleitorais voluntários para alavancar a candidatura, estacionada entre os 10 e 12% das intenções de voto.

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