Foi quase um massacre. A candidata petista à presidência enfrentou mais de duas horas de cumprimentos, agrados, demonstrações de apoio e pedidos para posar para fotografias. Foi no que se resumiu a festa em homenagem a ela promovida pelo PMDB, na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB/CE), em Brasília.

O encontro pretendia ser o primeiro da candidata com todos os parlamentares e políticos dos dez partidos que compõem a coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”: PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PCdoB, PRB, PTN, PSC e PTC. O erro, tudo indica, foi na dose.

Muitos dos convidados, que são candidatos nas próximas eleições, viram na ocasião oportunidade de ouro para fazer uma foto com a petista e utilizá-la em suas campanhas. Outros, a chance de travar conhecimento com uma potencial presidente da República, de criar algum tipo de vínculo, de dar aquele recado sobre um projeto regional que ainda está pendente. Só que os convidados eram perto de trezentos.

Quando o relógio da senhora candidata bateu dez horas, ela simplesmente se retirou exausta da luxuosa residência do deputado cearense, tendo apenas beliscado algo de comer, e sem saborear o magnífico jantar que lhe foi dedicado.

Houve quem comparasse seu desempenho ao de Lula. Embora Dilma tenha impressionado bem a maioria, e o clima tenha sido de festa, o presidente tem reconhecidamente uma capacidade olímpica de resistir às maratonas que a política às vezes apresenta. A assessoria já sabe que, depois de certa hora, quando Lula decide “tomar um aperitivo”, como ele mesmo gosta de brincar, a entrada da imprensa está expressamente proibida. Relaxado, Lula faz graça de tudo e todos e sai driblando situações como se estivesse num amistoso de futebol.

Dilma estreou um outro estilo: cordial, mas objetivo, concentrado numa missão clara: dormir cedo, afinal, há uma eleição a ser vencida.

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