Aconteceu nesta quinta-feira a primeira reunião do grupo de intelectuais e políticos responsáveis pela montagem do programa de governo da candidata pelo PT, Dilma Rousseff – dezessete dias depois da exigência legal de que este programa fosse entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Ficou estabelecido prazo até o dia 15 de agosto para a conclusão da elaboração do programa.

Participaram do encontro os indicados para a tarefa pelos partidos da coligação que apóia a chapa Dilma-Temer, como Marco Aurélio Garcia, pelo PT, Moreira Franco, pelo PMDB, e Roberto Amaral, pelo PSB. Mangabeira Unger, que integra o grupo pelo PMDB, não compareceu porque está no exterior. A equipe começou discutindo propostas na área de segurança pública e definiu quinze outros prontos a serem desenvolvidos e apresentados nas reuniões seguintes.

O programa de governo de Dilma Rousseff foi foco de uma das principais crises da campanha petista até aqui. No lugar do documento, o comitê da candidata encaminhou à justiça eleitoral um conjunto de propostas aprovadas em encontro do PT, e depois acabou trocando por outro, menos radical.

A improvisação também foi a marca das outras chapas – com exceção da de Marina Silva, do PV, única que entregou um conjunto efetivo de propostas, e bem antes do fim do prazo legal, 5 de julho. O tucano José Serra, por exemplo, protocolou junto ao TSE um conjunto de discursos que havia proferido, em lugar do programa de governo.

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