A experiência de mediar a sabatina do R7 e RecordNews nesta quinta-feira, com a candidata petista Dilma Rousseff, foi interessantíssima. Com alegria aceitei a tarefa, proposta pelo comando do jornalismo das duas empresas e, pela primeira vez em 20 anos de profissão, me vi mediando o diálogo entre a candidata e três jornalistas de primeira linha, milhares de internautas, além da pequena platéia presente no estúdio, em Brasília.
A idéia de colocar-se no lugar do eleitor e fazer a pergunta necessária é tarefa de grande responsabilidade. Dela depende o sucesso de toda a operação.
O interesse dos internautas foi revelador: mais de três mil perguntas chegaram ao portal, mais de mil somente durante a sabatina. No início do programa, de uma hora e meia, cerca de trezentos e cinquenta eleitores já estavam na sala de chat, debatendo o programa enquanto ele estava no ar. E esse debate foi levado à candidata, de imediato. Dilma, assim como Marina Silva, uma semana antes, puderam responder e até se dirigir ao eleitor-internauta que fez determinada pergunta.
Tudo isso graças à integração das mídias nestas eleições - algo fascinante e digno de um olhar atento dos analistas políticos e estudiosos de comunicação. Televisão, jornalismo digital e participação popular - tudo a um só tempo e ao vivo – é a política on line, com reação simultânea, quantificada e qualificada.
Nos nossos tempos, o próprio tempo e a distância são cada vez mais uma ilusão.











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