Faltando dois meses para a ida às urnas, os programas de governo de Dilma e Serra não estão claros e postos sobre a mesa, para conhecimento e reflexão do eleitor, e a discussão se concentra em questões pontuais, a maioria periféricas.
Até aqui, tem se caracterizado assim o confronto entre os dois principais candidatos:
Artilharia tucana:
- PT e governo apóiam as FARC, que são ligadas ao narcotráfico,
- PT quer controlar as empresas de comunicação,
- PT divide o país, opondo pobres e ricos,
- PT e governo são complacentes com ilegalidades do MST e se aliam a ditadores,
- PT e campanha de Dilma fazem dossiês e usam a máquina do Estado contra adversários.
A artilharia petista:
- PSDB e campanha de Serra fazem terrorismo eleitoral,
- PSDB e Serra são privatistas e levarão a retrocesso econômico,
- PSDB e Serra tratarão mal os movimentos sociais,
- Serra vai acabar com o Bolsa Família e desmontar avanços sociais,
- Serra é de direita.
A briga tem apelo emocional, torna o noticiário mais atrativo, pode, pela via da caricatura, revelar esta ou aquela distorção de atitude ou ponto de vista, mas não aprofunda questões vitais para o país.
É a polarização virando antagonismo, em prejuízo do processo democrático.
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