A agenda política desta semana será marcada por um fato de primeira grandeza: o primeiro debate entre os candidatos à presidência, que ocorre na quinta, na tv Bandeirantes.Na contagem regressiva para o confronto, concentração é total por parte dos comitês dos três principais candidatos, cuja agenda pública será reduzida, para permitir a preparação para o debate, considerado crucial. Será a primeira oportunidade de confronto de propostas e padrões de comportamento entre os concorrentes.

Para o comando da campanha petista, Dilma Rousseff será o alvo central dos adversários e também a mais exposta entre os candidatos - uma vez que a ex-ministra nunca participou de experiência semelhante. É sobre ela que recai a maior parte da dúvida e da curiosidade gerais. Dilma é a única novidade real em cena, diante da larga experiência de Serra em debates em circunstâncias semelhantes, e do menor interesse pelos demais concorrentes, incluindo Marina Silva.

A petista acaba de assumir a dianteira na disputa, segundo pesquisa Ibope – o que já a torna alvo preferencial. Sua estratégia também é a mais difícil de elaborar. Como responderá a ataques, quando e como contra-atacar, a que candidato dirigir perguntas – as questões são meticulosamente calculadas neste momento.

A recomendação geral é adotar a cautela e evitar exposição desnecessária. Normalmente, as regras dos debates são de tal forma restritivas que engessam a comunicação entre os candidatos e funcionam como instrumento prévio de defesa. Mas a situação sempre representa grande risco para os que estão na dianteira.

Como para Dilma trata-se de uma estréia, o risco potencial é maior. Um mal desempenho, levado pelo nervosismo ou por uma performance menos eficiente, pode comprometer para valer o esforço petista. E os adversários sabem disso.

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