Na contagem regressiva para o debate quinta-feira entre os candidatos à presidência, o comando da campanha tucana calcula e recalcula a estratégia para seu desempenho no confronto diante das câmeras. A ocasião é considerada a “hora da verdade”, segundo um dirigente do partido, isto é, o momento para expor aspectos considerados “frágeis” da adversária petista, Dilma Rousseff.

Serra entra em cena a vantagem da experiência: esteve disputando as três últimas eleições. Enfrentou Lula e os demais candidatos, Garotinho e Ciro Gomes, nos três debates da eleição presidencial de 2002; e Marta Suplicy, na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2004.

É consenso entre os tucanos que Serra deve ter um desempenho “propositivo” – isto é, o candidato deve apresentar-se como mais preparado e experiente para comandar o país e evitar a qualquer custo ataques ao presidente Lula. O tucano, ao lançar-se na disputa, tentou emplacar uma imagem de conciliador, a começar pelo lema: “O Brasil pode mais”.

De abril para cá, no entanto, Serra deixou para trás esta postura e assumiu um discurso mais agressivo, que não poupa revides nem provocações. O estilo vem sendo reavaliado pelos estrategistas tucanos, que consideram que o candidato se expôs demais e foi afetado pela resposta petista: acabou associado ao conservadorismo de direita, o que pode colaborar para consolidar um incômodo índice, o da rejeição.

O debate de quinta tem tudo para ser um divisor de águas nestas eleições. Os tucanos torcem e trabalham para reverter a tendência de crescimento de Dilma nas pesquis e consideram a ocasião a melhor chance para isso.

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