A disputa pelo voto feminino está fazendo os dois principais candidatos à Presidência competirem com projetos para esta faixa do eleitorado. Serra, ex-ministro da Saúde,  anunciou que tornaria federal um programa implantado em São Paulo e Curitiba, voltado para a assistência às gestantes e bebês. O Mãe Paulistana e o Mãe Curitibana teriam sua versão federal: o Mãe Brasileira – que prevê ampla assistência pré-natal, incluindo a realização de 6 exames durante a gravidez, a assistência ao parto e pós-parto, e até mesmo o primeiro enxoval para bebês carentes.

Nesta quarta, a candidata do PT, Dilma Rousseff, deu o troco. Decidiu antecipar um dos programas do seu plano de governo, ressaltando que ele ainda está sendo discutido com aliados e colaboradores. Dilma propõe o Rede Cegonha – que prevê atendimento à gestante e ao bebê em moldes similares ao programa anunciado pelo adversário.

Desta forma, a agressiva discussão pública em torno das Farc e de outras provocações recíprocas volta a dar espaço ao debate em torno de propostas, desta vez, na área da saúde. Mas nenhum dos dois candidatos é claro quanto a uma nova forma de financiamento para a Saúde pública, que perdeu R$ 40 bi, com o fim da CPMF. Segundo o ministro José Gomes Temporão, titular da pasta, não há saída para o sistema público sem a ampliação do aporte de verbas. Mas o tema suscita o temor do aumento de impostos e vem sendo evitado pelos candidatos.

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