O ministro da Fazenda, Guido Mantega, entrou por uma via indireta na campanha presidencial, embora jure que não é bem assim. Nesta terça, por determinação do presidente Lula, Mantega participou da divulgação do relatório técnico do Banco Central e fez questão de, pessoalmente, alardear os resultados positivos do balanço. A estratégia combinada com Lula é reforçar a noção de que a economia segue estável, sem interferência do processo eleitoral.

Desta forma, o ministro frisou que o Produto Interno Bruto do Brasil - que pelas contas do governo pode alcançar 6,5% - será um dos maiores do mundo, como resultado da gestão da política econômica que mantém a estabilidade, com inflação sob controle.

A participação de Mantega na divulgação do relatório foge completamente à rotina do governo. Mas o ministro não admite que esteja “batendo bumbo” para a candidata petista, Dilma Rousseff.  "Em ano eleitoral, tudo que a gente faz pode ser interpretado como ação política. Não é porque é ano eleitoral que vou deixar de divulgar dados” – declarou, esquivando-se da associação. E advertiu que voltará à cena sempre que preciso: “eu, a qualquer momento, posso divulgar dados da economia brasileira", ressaltando que “os dados estão na internet, são públicos, estão aqui consolidados e ajudam a entender a economia".

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