Enviado por Priscilla Mendes,

repórter do r7, especial para este blog

Neste domingo, a orla de Copacabana poderia ser mais um cenário comum de praia, banhistas e futebol não fosse a caminhada Humor sem Censura. Promovida pelo grupo Comédia em Pé, a manifestação protesta contra a lei eleitoral que proíbe as emissoras de TV e de rádio a satirizarem candidatos.

A lei proibe “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”.

Humoristas de peso estiveram lá: Hélio de La Penã, Marcelo Madureira, Danilo Gentile, Sabrina Sato, Lúcio Mário Filho, Bruno Mazzeo, Sérgio Mallandro, entre outros. Pelo twitter, Marcelo Tas, do CQC da Band, constatou: “Seria apenas patética não fosse necessária passeata contra censura no Brasil em pleno século 21”.

Alguns políticos trataram de manifestar apoio ao movimento, como Fernando Gabeira (PV-RJ) e Aloízio Mercadante (PT-SP), que declarou: “Sempre participei de programas de humor, como Pânico e CQC. É uma linguagem nova e criativa.”

A caminhada teve também repercussão internacional. O jornal espanhol El País diz que “humoristas brasileiros estão em pé de guerra” com a lei eleitoral.

O engraçado mesmo é observar como os candidatos acham linda a imprensa enquanto são simplesmente candidatos. Na semana passada, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, Dilma Rousseff falou sobre a liberdade de comunicação com o know how de quem já sentiu a ditadura na pele: “Eu prefiro um milhão de vezes o som de vozes críticas, de críticas duras, que muitas vezes gostam de ferir, do que o silêncio dos calabouços da ditadura que teve nesse país”.

No mesmo evento, Serra reafirmou compromisso pela liberdade de imprensa e aproveitou para alfinetar o atual governo: “Infelizmente, o Brasil em matéria de política externa parece ter um especial carinho, amizade com países onde esta liberdade não existe. Mas, ela existe entre nós, existe e nós vamos lutar para preservá-la, para defendê-la”.

Será mesmo que liberdade de expressão ainda deveria estar na moda?

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