Os planos de petistas e aliados vão muito além do esforço pela vitória de Dilma Rousseff em três de outubro: incluem usar o poder de comunicação e a popularidade do presidente Lula para virar o jogo em estados onde candidatos aliados conseguirem chegar ao segundo turno.

A expectativa petista é que uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se transforme numa “onda vermelha”, capaz de alavancar os candidatos aliados nos estados.

Em São Paulo, por exemplo, o presidente deslanchou uma ofensiva não só para evitar a vitória de Alckmin já, como para virar o resultado a favor de Aloísio Mercadante num segundo turno. A mudança de estratégia do franco favorito é um sinal claro de que as luzes de alerta estão acesas no QG tucano. Alckmin passou a atacar Mercadante e a trabalhar para evitar que a disputa se estenda para o segundo turno.

A distância entre Alckmin e Mercadante ainda é grande, mas os petistas vêem no segundo turno a única chance de tomar o poder na cidade governada por tucanos há 16 anos. O PSDB sabe que sua hegemonia não é eterna, trata o assunto com cautela e avalia os riscos de a disputa se estender, ainda mais com a entrada de Lula em campo.

Livre da tarefa de se empenhar pela vitória de Dilma, caso ela vença no primeiro turno, o presidente também estuda participar da campanha de segundo para turbinar aliados em Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e até no Paraná.

O eventual sucesso desta estratégia poderá resultar num encolhimento drástico das forças de oposição, não só na esfera federal como na estadual. É o PT ampliando e espraiando seu poder nas asas de Lula.

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