A candidata petista, Dilma Rousseff, confortável nos seus agora 24 pontos de vantagem, acabou se traindo e assumiu um discurso de quem já se considera vitorioso na disputa presidencial. Apesar de afirmar repetidamente que falar em vitória no primeiro turno é “desrespeito”, “soberba” e “salto alto”, neste sábado, a petista deu mostras de que já planeja o “day-after” do três de outubro.

Perguntada por este blog, durante entrevista coletiva, sobre o que muda com a uma eventual vitória sua no primeiro turno, Dilma, inicialmente, declarou que não comentaria esta hipótese, mas em seguida, declarou: ‘As pessoas que concorrem conosco têm de ser respeitadas. Depois da eleição, a coisa muda de figura. A gente desarma o palanque e estende a mão para pessoas que forem de boa vontade”. Inclusive para Serra? – foi a réplica: "Eu não sei se ele quer. Você pergunta para ele. Se ele quiser, perfeitamente!”, respondeu a petista.

Dilma já se preocupa com uma possível reconciliação entre as forças políticas que sairão abaladas do processo eleitoral e antecipa um discurso de neutralidade na gestão administrativa: “Um governo ou é para todos ou não é republicano”, declara. E sustenta que não tratará adversário políticos com diferença: “ Não sou de fazer política apenas para aliados, como já tivemos casos no Brasil. República Velha é condicionar o recurso público ao apoio das pessoas”, acrescentando que destinará tratamento “republicano” mesmo ao que não aceitarem trocar com ela o aperto de mão da reconciliação.

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