O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar nesta terça os recursos contra a impugnação dos registros das candidaturas de Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal, pelo PSC, e de Jader Barbalho, que concorre ao senado pelo Pará. Pela Lei da Ficha Limpa, ambos ficaram inelegíveis pelo mesmo motivo: renunciaram ao mandato de senador para escapar da cassação. A renúncia de Roriz foi em 2007 e a de Jader, em 2001.

Enquanto Roriz teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF, a de Jáder Barbalho foi autorizada pela justiça eleitoral do Pará. Os dois julgamentos definirão a jurisprudência neste aspecto da Lei da Ficha Limpa, isto é, estabelecerão uma regra que tende a ser seguida daqui para frente na interpretação deste ponto da nova legislação.

Roriz, que governou o Distrito Federal por quatorze anos, começa a perder a dianteira nas intenções de voto que, no início da disputa, lhe garantiam vitória no primeiro turno. Após sucessivas derrotas na justiça eleitoral, o ex-governador viu seu favoritismo virar pó, com o crescimento do adversário petista, Agnelo Queiroz, ex-ministro de Lula.

Roriz está preparado para uma eventual derrota no TSE, que já é dada como certa, e já elabora argumentos para reclamar junto so STF . O TSE sinalizou em decisões anteriores que pretende aplicar de forma ampla as restrições previstas na Ficha Limpa. A expectativa de Roriz é recorrer ao Supremo Tribunal Federal e seguir disputando a eleição.

Barbalho tenta voltar ao senado após longo período no ostracismo, como deputado pemedebista com poder de influência restrita à bancada estadual. Com chances de se eleger, o paraense aposta tudo numa decisão favorável da justiça eleitoral para recuperar o cacife político perdido em decorrência de escândalos de corrupção e desavenças com adversários, como o falecido Antônio Carlos Maganhães. Também deve seguir até o Supremo para obter decisão definitiva.

Veja mais:

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7