Enviado por Priscilla Mendes, repórter especial deste blog

O eleitor brasileiro pode estar deixando de lado a velha justificativa de que determinado político “rouba, mas faz” para explicar  seu voto em candidatos desonestos, em nome dos supostos resultados eficientes de governo. É o que comprova pesquisa realizada pelo DataSenado, cujos resultados surpreendem.

O levantamento, feito entre 12 e 24 de agosto, mostra que 68% dos entrevistados preferem um político que faça um mau governo, mas que seja considerado honesto, a um político corrupto, ainda que bom administrador. A pesquisa também atesta que o grau de tolerância com faltas éticas está cada vez menor: para 88%, a corrupção é inaceitável, mesmo se praticada por um político que tenha feito um bom governo.

Jovens – Outra revelação da sondagem diz respeito aos entrevistados com idade entre 16 e 19 anos. Este grupo é o único cuja maioria (51%) prefere um político que faça um bom governo, mesmo sendo corrupto. Entre eleitores com 60 anos ou mais, este número cai para 19%.

A tolerância à corrupção, mostra a pesquisa, diminui drasticamente com o passar da idade. Apenas 7% dos eleitores acima de 60 anos dizem que a corrupção é aceitável, contra 13% dos entrevistados entre 30 e 39 anos e 27% dos jovens até 19 anos.

Os mais novos também são os que demonstram maior desconfiança da capacidade de discernimento da sociedade na hora de votar. Entre 16 e 19 anos, 73% acreditam que a população em geral votaria em candidatos ficha-suja. Já no caso dos eleitores acima de 60, esse percentual cai para 45%.

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