Os tucanos estão em pé de guerra após a revelação da quebra de sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato José Serra. Segundo a própria Receita, foram fornecidas cópias das declarações de renda da contribuinte referentes ao período de 2007 a 2009, mediante a apresentação de uma procuração falsa. O fato ocorreu há quase um ano. “Esta eleição está sendo um grande retrocesso para o Brasil. É decepcionante” – diz Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB e também vítima de vazamento de dados fiscais, em entrevista a este blog.

O governo trata o assunto como caso de polícia e repassou informações e documentos ao Ministério Público Federal. O suposto falsificador já foi identificado: é Antônio Carlos Atella Ferreira, tido pela polícia como estelionatário. Mas a oposição cobra o esclarecimento cabal do caso. “Um elemento desses não o faria sem alguém para comprar a informação. É necessário saber quem a encomendou e principalmente aonde ela chegou e que utilização se deu [à informação]”, exige Eduardo Jorge.

O ex-ministro está convencido de que se tratou de uma tentativa de elaboração de dossiê para ser usado contra adversários nesta eleição e ressalta que, no seu caso, os documentos foram obtidos por um jornalista no comitê de campanha de Dilma Rousseff. “O PT deve explicações ao país”, afirma.

Serra chamou o caso de “jogo sujo”, e seus supostos autores de “profissionais da mentira”. Nota divulgada no site do PSDB fala em  “escalada da bandidagem” e comparou a episódio aos vividos nos tempos da Alemanha nazista e do regime militar brasileiro.

Para Eduardo Jorge, o caso mancha o processo eleitoral: “essas não são eleições limpas. Representam um retrocesso se comparadas à transição promovida por FHC em 2003.  Uma vergonha para o país”, declara.

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