Enviado por Priscilla Mendes, repórter especial deste blog

Quem assistiu pode até não ter notado, mas a inserção na TV que acusa
Dilma Rousseff de manter alianças com políticos acusados de
participarem do Mensalão, em 2005, é assinada pela coligação de José
Serra, “O Brasil pode mais”.

A propaganda é veiculada na TV cerca de 12 vezes por dia, mas em
momento algum fica clara a autoria. O texto - acompanhado de fotos de
arquivo em que Dilma posa ao lado de José Dirceu, Sarney e Renan
Calheiros - diz: “A eleição nem começou e a turma da Dilma já está
dividindo o governo. Zé Dirceu, do escândalo do mensalão; José Sarney
e Renan; E até o Collor. O Brasil não merece isso!”.

O TSE, no entanto, não gostou da ideia dos tucanos e, neste domingo
(5) o ministro Henrique Neves advertiu a coligação a “identificar, em
suas futuras propagandas na televisão, o nome da coligação de forma
clara e legível”.

A representação contra a propaganda foi ajuizada pela coligação de
Dilma, “Para o Brasil seguir mudando”, sob alegação de que a
identificação “somente se consegue enxergar com uma lupa".  Eles
pediam também a suspensão da inserção, o que não foi concedido pelo
TSE.

O ministro Henrique Neves esclareceu que os eleitores, as agremiações
e a própria Justiça Eleitoral têm o direito de saber quem é o
responsável pela veiculação da propaganda eleitoral: “seja qual for,
deve ser clara e legível, permitindo que o eleitor identifique, sem
maior esforço, quem é o responsável pela propaganda que assiste”.

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