Faltando 11 dias para uma eleição marcada pelas impugnações de centenas de candidatos por todo o país, o Supremo Tribunal Federal enfrentará hoje uma prova de fogo: decidir sobre a aplicação e a abrangência da Lei da Ficha Limpa, que tem a aprovação de 91% da população, segundo pesquisa Ibope.

Serão dez os ministros postos à prova, já que Eros Grau, que se aposentou em agosto, ainda não foi substituído. Tal é a divisão de opiniões na Corte sobre a polêmica lei que sondagens e prognósticos apontam para o risco de empate.

Neste caso, segundo interpretações, prevalece a posição do presidente do Tribunal, o ministro Cezar Peluso, que dificilmente optará pela aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições. A expectativa é que o ministro confirme a necessidade do cumprimento do artigo 16 da Constituição, segundo o qual é preciso respeitar prazo de um ano para implantar mudança na legislação eleitoral.

Se a decisão do Supremo adiar ou restringir a aplicação da Ficha Limpa, centenas de impugnações de candidaturas por todo o país ficam sem efeito, mesmo que o prejuízo eleitoral para estes concorrente já tenha ocorrido. É o caso de Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal, barrado pela justiça eleitoral, cujo recurso será o primeiro item de pauta no STF nesta quarta. Roriz era o favorito, com chances de vencer no primeiro turno, até que foi pego pela Lei da Ficha Limpa.

Se a Ficha Limpa sair derrotada no Supremo, já se prevê um temerário vale tudo para reconquistar o voto do eleitor desiludido com o candidato inicialmente barrado. A frustração da aplicação da nova lei também deverá elevar a índices alarmantes a já preocupante descrença dos brasileiros nos políticos e nas insitutições, e funcionará com uma ducha de água fria no ânimo dos eleitores a caminho das urnas.

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