A ordem no comitê de Dilma Rousseff é força total: tudo será feito pela vitória no primeiro turno. Acenderam-se as luzes de alerta no QG petista, após 12 pontos percentuais de vantagem entre Dilma e adversários terem virado fumaça em apenas duas semanas. Além da reação imediata comandada pela cúpula petista, com a convocação da militância às ruas, e da entrada de Lula em cena para turbinar o esforço, os estrategistas sabem que é preciso se preparar para um indesejável segundo turno.
Os petistas estão escaldados com as experiências de Lula em 2002 e em 2006. Nas duas situações, Lula, assim como Dilma, segundo as sondagens da época, tinha mais de 50% das intenções de voto – mas a vitória em primeiro turno acabou não se confirmando nas urnas.
Um dos aspectos mais delicados para a candidatura governista diz respeito a como tratar a candidata em ascensão, Marina Silva, que desfere golpes cada vez mais duros na petista. Se Dilma, no entanto, errar na dose ao reagir, queimará a possibilidade de herdar o apoio e os votos dos verdes, que podem se tornar cruciais num segundo turno.
Os governadores aliados que saiam vitoriosos já no primeiro turno serão um trunfo adicional para a petista, em caso de prolongamento da campanha. A expectativa é de que cerca de 14 saiam eleitos já em três de outubro. É essa tropa de choque que será chamada para reforçar o palanque de Dilma.
Neste caso, o contra-ataque de Serra também poderá lançar mão de aliados que sairão, tudo indica, fortalecidos das urnas. Será a hora de Aécio, Anastasia, Alckmin e outros fazerem pelo tucano o que não fizeram neste primeiro turno.
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