Estará nas mãos no novo ministro do Supremo Tribunal Federal, a ser indicado pelo presidente Lula depois das eleições, o destino de centenas de políticos em todo o país – tenham eles a ficha limpa ou suja. Ao desempatar o julgamento sobre a validade da Lei da Ficha Limpa, o novo ministro estará, indiretamente, ditando o tamanho das bancadas dos partidos no Congresso e nas Assembleias Legislativas estaduais, e definindo o destino de outros candidatos a cargos majoritários barrados pela lei.

Segundo entendimento do TSE, só o desempate da questão no Supremo permitirá a proclamação do resultado da votação nos candidatos impugnados pela nova lei. Assim, nas eleições proporcionais - para deputados federais e estaduais,  a manutenção da lei implicará a derrota de puxadores de voto, como Paulo Maluf, por exemplo, e forçará a redistribuição de cadeiras eventualmente conquistadas por ele na Câmara Federal.

Em 2006, Maluf valeu por quatro, isto é, recebeu 740 mil votos dos eleitores paulistas e conquistou mais três cadeiras na Câmara.

Desta forma, também os candidatos com ficha limpa serão afetados pela decisão judicial, uma vez que podem ter seu espaço ampliado ou reduzido no Legislativo, a depender do resultado do julgamento decidido pelo poderoso décimo primeiro ministro do STF.

Há pelo menos três nomes cotados para o posto: o do ministro do STJ, César Asfor Rocha, o advogado Luís Barroso, e até o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Esta será a nona indicação a ser feita por Lula, considerando o falecido ministro Menezes Direito, e, possivelmente a mais importante do ponto de vista do impacto político imediato.

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