Encerrada a apuração do primeiro turno, ficou claro que faltaram para Dilma cerca de três milhões de votos para liquidar a fatura. Já para Serra, teriam sido necessários 17 milhões de votos para superar todos os adversários e vencer no primeiro turno.

É deste patamar que partem os apoiadores de Dilma, arregimentados por Lula para voltar à batalha. Estão todos convocados para uma reunião hoje em um hotel em Brasília, marcada para as 16h30, para retomar o esforço eleitoral.

O principal ponto de angústia no QG de Dilma é como conquistar os votos órfãos de Marina. A senadora sai da disputa eleitoral com o dobro do capital político que investiu: cerca de vinte milhões de votos. Isto é, Serra teria precisado de uma Marina para vencer no primeiro turno.

Estima-se que a metade dos eleitores do PV migrem para a candidatura tucana, e que cerca de 30% passem a votar em Dilma. Uma parcela estimada em 15%, segundo pesquisa, estaria disposta a votar em branco ou nulo. Este é um dos campos de batalha desta segunda fase da campanha.

Um dos principais problemas da petista é que dois dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, escolheram candidatos ao governo estadual aliados a José Serra, que entram agora em campo fortalecidos pela vitória em primeiro turno para pedir voto para o tucano.Dentre os maiores colégio eleitorais, Dilma fica com Sérgio Cabral, re-eleito para governar o Rio, o terceiro maior.

Nesta segunda-feira, a ressaca bateu forte nos petistas e aliados de Dilma, temperada por uma sensação de prorrogação injusta do jogo. Mas com este juiz, o eleitor, não dá para argumentar. Ele decide e pronto.